Sabe quando você acha que tem uma ideia sobre algo, e quando vai pesquisar mais a fundo se surpreende ? Pois é, quando eu fui pesquisar a história dessa ciência para o meu trabalho, esperava uma tecnologia extremamente nova, com suas origens no fim do século XX. Mas não foi isso que encontrei.
A biotecnologia é tão antiga quanto as primeiras grandes civilizações humanas. Os primeiros indícios de sua utilização vinham dos antigos povos que habitavam a África, e o atual Oriente médio. Povos como os Egípcios, Árabes e Mesopotâmicos, há 8000 anos atrás, já tinham conhecimentos de fermentação para produzir, não só bebidas, mas também os mais variados alimentos como iogurte e queijos.
Porém, não era apenas com a fermentação que tinham contato, os Egípcios, por exemplo, pelo seu costume de mumificação, tinham aplicações avançadíssimas da anatomia e bioquímica. Apesar de desconhecerem os agentes causadores, eles não só sabiam como evitar a putrefação, mas também já produziam certas "vacinas primitivas", já que perceberam que se colocassem parte de corpos de doentes ao sol, e posteriormente, tivessem contato elas, adquiriam resistência a certas doenças.
Mas não foram apenas esses povos que tiveram contato com a biotecnologia. As mulheres latino-americanas, que eram responsáveis pela agricultura, já realizavam os primeiros testes de melhoramento genético. Cruzando e provocando mutações (não se sabe como exatamente) nos milhos nativos, elas conseguiram cultivares que produziam muito mais grãos que os selvagens. Não só isso, as agricultoras também tinham noções sobre a hereditariedade, pois sabiam que as sementes originadas de milhos modificados, gerariam plantas iguais aos descendentes.
Mas não foram apenas esses povos que tiveram contato com a biotecnologia. As mulheres latino-americanas, que eram responsáveis pela agricultura, já realizavam os primeiros testes de melhoramento genético. Cruzando e provocando mutações (não se sabe como exatamente) nos milhos nativos, elas conseguiram cultivares que produziam muito mais grãos que os selvagens. Não só isso, as agricultoras também tinham noções sobre a hereditariedade, pois sabiam que as sementes originadas de milhos modificados, gerariam plantas iguais aos descendentes.
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| Milho "teosinto", selvagem e sem melhoramento |
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| Milho melhorado ao longo do tempo, usando de cruzamentos |
OBS: nota-se que ambos não se parecem com o milho que consumimos hoje. Isso se deve ao fato de que todo milho consumido hoje tem sua melhoria, ou por cruzamentos em laboratórios, ou por inserção de genes exógenos (de outro ser vivo), os chamados Transgênicos.
Apesar de todas essas técnicas já serem já aplicadas há muito tempo, nenhum desses povos tinham conhecimentos sobre os mecanismos que causavam esses processos. Tanto os povos orientais como ocidentais não sabiam sobre a existência do DNA, de micro organismos ou de enzimas. Entretanto, isso não limitava as práticas de tentativa e erro, que geraram tecnologias que foram consideradas avançadas até o século XVII.


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